tumblr analytics

Bilhete

indubio:

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda…

Mário Quintana

(Source: h-went)

Aos poucos eu percebi. Que se apaixonar é inevitável, e que as melhores provas de amor são as mais simples. Um dia percebemos que o comum não nos atrai, e que ser classificado como bonzinho não é bom. Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você. Um dia saberemos a importância da frase: “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”. Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, e que não damos valor a isso! Que homem de verdade não é aquele que tem mil mulheres, mas aquele que consegue fazer uma única mulher feliz! Enfim… um dia descobrimos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem de ser dito. O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras.

Ontem, como quase todos os dias eu sai do trabalho de bicicleta e aproveitei para dar uma volta pela cidade. Comprei um caderninho que carrego comigo e nele costumo escrever coisas que acontecem no meu dia a dia (a maioria em forma de poesia, embora nem sempre). Aqui vai um trecho sobre ontem que achei muito pertinente.

"Resolvi andar pelo parque hoje, enquanto dava as minhas voltas pelo circuito, ultrapassando pessoas, cachorros e bicicletas observei um casal de velhinhos sentados em um banco. A cada volta, passava por eles e eles abriam um sorriso para mim. Dei umas doze ou treze voltas até uma moça pedir (com muita educação) se eu podia diminuir a velocidade. Parei e resolvi sentar no banco ao lado do casal.

Enquanto me concentrava nos resultados que obtive, o senhor pediu meu nome. Respondi com um sorriso, e ele disse que eu lembrava muito um neto deles o qual mora hoje nos EUA. Tivemos uma conversa bacana sobre a cultura alemã, meu sotaque que lembra o gaúcho e a vida longe do neto - que curiosamente tem o nome do meu pai.

Pouco depois eles foram embora e, enquanto escrevia isto, me dei conta de que, em certo modo, senti uma ponta de felicidade, pelo simples fato de eles partilharem uma pequena parte das suas vidas comigo.

Coisa rara. Eu mesmo preciso fazer com mais frequência.”

"In a sea of air.." (sim, mais uma árvore perdida no céu)

O olho da rua vê
o que não vê o seu.
Você, vendo os outros.
pensa que sou eu?
Ou tudo que teu olho vê
você pensa que é você?

Não me indigno, porque a indignação é para os fortes; não me resigno, porque a resignação é para os nobres; não me calo, porque o silêncio é para os grandes. E eu não sou forte, nem nobre, nem grande. Sofro e sonho. Queixo-me porque sou fraco e, porque sou artista, entretenho-me a tecer musicais as minhas queixas e a arranjar meus sonhos conforme me parece melhor a minha ideia de os achar belos. Só lamento o não ser criança, para que pudesse crer nos meus sonhos. Eu não sou pessimista, sou triste.

Você é mais bonita que uma bola prateada
de papel de cigarro
Você é mais bonita que uma poça dágua
límpida
num lugar escondido
Você é mais bonita que uma zebra
que um filhote de onça
que um Boeing 707 em pleno ar
Você é mais bonita que um jardim florido
em frente ao mar em Ipanema
Você é mais bonita que uma refinaria da Petrobrás
de noite
mais bonita que Ursula Andress
que o Palácio da Alvorada
mais bonita que a alvorada
que o mar azul-safira
da República Dominicana


Olha,
você é tão bonita quanto o Rio de Janeiro
em maio
e quase tão bonita
quanto a Revolução Cubana

Amor é isto: a dialética entre a inteligência do encontro e a dor da separação. Quem não pode suportar a dor da separação não está preparado para o amor. Porque o amor é algo que não se possui, jamais. É evento de graça. Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E, quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.

"Você ein menino, virado em cor, confusão e carinho" - minha mãe, quando mostrei a ela a foto.
"Milagre seria não ver
No amor, essa flor perene
Que brota na lua negra
Que seca, mas nunca morre” (em Praça Dr. Blumenau)
Supimpa! Hahahaha (em Factory Coffee Bar)